A parelha
Vejo, pelo blogamemucho, que os cartazes gigantes de Portas e de Louçã fazem parelha em mais do que uma rotunda emblemática. Não é só aqui em Lisboa, na Praça de Espanha, que os encontramos juntinhos, o mesmo acontece na rotunda dos Produtos Estrela (que nome evocativo, deviam passar a chamar à Praça de Espanha a rotunda dos Subprodutos do Gasóleo e da Gasolina). Tanto quanto sei, também estão aninhados na rotunda dos Produtos Delta, em Vila Viçosa e na rotunda dos Subprodutos do Jardim, Adubos e Similares, no Funchal. Vai-se a ver e é uma tendência nacional: em cada cidade, Portas e Louçã, de olhos nos olhos, numa grande rotunda perto de nós.
O que nos leva ao debate entre os dois dos cartazes e à boutade final. Por qualquer das perspectivas, que tiro na base de apoio!
Se Louçã queria mesmo significar que Portas não tem legitimidade para falar do aborto por não ser progenitor, então Roberto Carneiro é para o Bloco o especialista mor em interrupção voluntária da gravidez?
Se Louçã queria implicar que os homossexuais (dando guarida à vox populi sobre a opção sexual de Portas) não têm legitimidade para falar do aborto, que absurdo mais ecuménico e suicida.
Se queria apenas chamar a atenção para as eventuais escolhas sexuais do opositor, de longe o mais provável, que lerdo (eu ia escrever merdoso, mas, como tenho sido chamada à atenção pelos meus co-guardadores pelo uso de vernáculo no blog, vou evitar).
Só vos digo que, entre o Louçã e o besugo (estimado peixe, o país precisava lá de mais um argumento, que não o do apurado bom gosto, para torcer pelo Porto? numa nação que delira com a desgraça alheia, era preciso prometer silícios se o lagarto não chegasse ao pódio?) a dourar a imagem do Paulinho das marchas, o homem ainda aprende a tocar rabecão e depois admirem-se quando chegar a principal opositor do Zapatero Sócrates.
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